Uma mensagem para nosso dias…
 
Amados irmãos, esse é um texto muito longo para postar aqui no blog, reconheço. Porém se trata de um texto muito relevante para o nosso tempo, para a Noiva. Essa é uma transcrição da Mensagem “Onde está o amor?” –  2008.
 
Fala sobre os últimos dias, que o amor de muitos se esfriaria, sobre o falso discurso do amor por parte de muitos e da falácia do termo “homofobia”. Trata também do amor aos irmãos, da Unidade, da visão de apenas uma igreja em cada localidade… Nessa linha… Uma  mensagem muito relevante para a igreja em nosso tempo. Maranata, vem Senhor Jesus. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.” Apocalipse 22 : 17)
 
Acima de tudo, fala da restauração do amor A DEUS E AO SEU REINO, À IGREJA e o amor ÀQUELES QUE AINDA NÃO SE ENCONTRAM NA FAMÍLIA DE DEUS (as pessoas que ainda não conhece Jesus)
 
Há um texto que Deus tem falado muito conosco ultimamente que está em Mateus 24:
 
1 – “Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhes mostrar as construções do templo.”
Eu quero que você repare em algo aqui. Jesus está falando enquanto observa as construções do templo. Então esse diálogo que Jesus terá sobre Sua vinda, sobre o final dos tempos e sobre alguns sinais, ele está tendo com os discípulos enquanto olha para o lugar que Israel havia entendido que era habitação exclusiva de Deus.
 E nós precisamos lembrar disso porque algumas coisas que o Senhor está falando são muito sérias. Percebemos que bem poucos anos se passaram e Deus destruiu o que eles estavam olhando (o templo), pois o templo não iria cumprir os propósitos de Deus da maneira que eles estavam vivendo.
 Deus não habita em casa feita de pedra e madeira; Ele habita em um templo feito de pedras vivas. E como pedras vivas, cada um de nós, com todo o corpo de Cristo que está espalhado pela terra, formamos a Casa Espiritual de Deus. Quando nós falarmos sobre o Reino de Deus, quero que nós entendamos que o Espírito está querendo abrir nossos olhos para ver o tamanho da Casa Espiritual de Deus sobre a terra.
 
É muito provável que esta casa seja muito maior do que você está pensando. É muito provável que haja pedras vivas desta casa ao seu lado e você nem sabe, nem cogita a possibilidade de eles fazerem parte dessa família de Deus, da mesma maneira que esses discípulos e Israel pensavam nos dias de Jesus. Eles estão olhando uma construção, algo que durante um tempo serviu aos propósitos de Deus, mas que poucos anos depois seria destruído por profecia do Senhor. Cumprindo a profecia seria destruído esse templo, justamente para cumprir propósitos maiores do Senhor.
 
2 – “‘Vocês estão vendo tudo isto?’, perguntou ele. ‘Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas’.”
 
3 – “Tendo Jesus se assentado no Monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: ‘Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?’”
 
4,5 – “Jesus respondeu: ‘Cuidado, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos.”
 Você está ciente de que em nossos dias tem pessoas se levantando nas nações e dizendo: “Eu sou o Cristo!”? Ao falar isso, meu coração é tomado por temor. Não se ouvia dizer de pessoas que se levantaram dizendo ser o Cristo. Se ouvia muitas pessoas sim dizendo que Jesus estava voltando e falavam até de datas, dias, meses e anos. Hoje no Brasil tem um homem que se diz o Cristo, nos EUA tem um homem que se diz Jesus encarnado, e ele tem uma “igreja” de milhões, mesmo no Brasil já existem vários grupos que seguem esse homem, são milhões. Na Rússia há um homem que diz: “Eu sou o Cristo!”. Eu estou vendo Jesus aqui dizer que, quando chegar o tempo, muitos começarão a se levantar e dizer: “Eu sou o Cristo!”
 
6 – “‘Vocês ouvirão falar em guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores.”
 Vocês sentem o temor que eu sinto? Muitas coisas que estamos vivendo em nossos dias se enquadram neste versículo. Porém isto é apenas o princípio das dores.
 
9 a 12 – “‘Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de quase todos se esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.’”
Voltando para o versículo 12: “… e por se multiplicar a iniquidade, o amor de quase todos se esfriará…”. Cadê o amor? Cadê o amor? Porque a palavra de perseverança vem logo depois da palavra sobre amor?
 O que precisa caracterizar o meu relacionamento com a minha esposa? O que é que precisa nos conduzir como marido e esposa, senão o amor? O mesmo fator motivador, a mesma força, o amor, preciosa nos conduzir como igreja, para nos edificar.
 A Palavra diz aqui que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de QUASE TODOS se esfriará.
 
        Amor a Deus e ao Seu Reino;
        Amor à igreja;
        Amor àqueles que ainda não se encontraram na Família de Deus (as pessoas que não conhecem Jesus)
 
O amor da família do Senhor precisa se expressar nessas dimensões. E a Palavra nos diz aqui que o amor de QUASE TODOS vai se esfriar. E eu vejo em nossos dias e ouço o Senhor falando comigo: “Cuidado para não deixar o amor se esfriar”.
 Creio que todos conhecemos as palavras “Deus é amor”, se você ler as cartas de João verá o quanto ele fala desse amor, o amor da família de Deus. O quanto ele fala que é impossível dizer que você ama a Deus se você não sabe amar o seu próximo. O interessante é que ele não fala apenas do “seu próximo” como que falando aos de dentro da igreja, ele fala “seu próximo” de uma forma genérica.
 Por isso eu sinto que o Espírito está dirigindo a nossa atenção para falar em três dimensões do amor: Para com Deus, com a igreja e com àqueles que não conhecem ao Senhor ainda. Como está o nosso amor? Como está a expressão, a manifestação do nosso amor? Temos esfriado?
 
“O amor de muitos se esfriará”
 
Algo tem acontecido recentemente que me chama muito a atenção. O governo de Sodoma e Gomorra “em nome do ‘amor’” encoraja toda sorte de perversão da sexualidade, criada por Deus. Estamos vendo que este amor, agora, está se revelando como falso. O que eu quero observar? Há anos pelas nações, tem havido uma agenda que eu chamo de “governo de Sodoma e Gomorra”, por que esse nome? Estou me referindo ao império das trevas e à influência do império das trevas sobre as nações.
 
A Palavra diz que quando as duas testemunhas (do apocalipse) forem mortas, serão expostos em um lugar chamado “A Grande Cidade” e “Sodoma espiritual”, isso me leva a olhar e a entender, em nossos dias, que a influência do império das trevas deseja influenciar a humanidade em nível de famílias, de bairros, de cidades e de nações à se assemelhar às cidades de Sodoma e Gomorra.
 Não sei quanto aos irmãos, mas eu vejo hoje pelas nações toda a influência de Sodoma e Gomorra, que uma vez se expressou em nível municipal, depois começou a se expressar como civilização. Você pode observar os impérios da Pérsia, do Egito…
 Passou no Discovery Channel um documentário sobre as iniquidades das civilizações e os escândalos, ou seja, os pecados mais escabrosos estão sendo pesquisados pelos historiadores e isso se tornou um documentário.
 Se você estudar as histórias dessas civilizações, observará que todas terminaram com traços semelhantes, principalmente no que diz respeito aos pecados. Perversão sexual, desprezo total da vida humana, através de sacrifícios, aborto, guerras… toda sorte de pecados, e no fim de cada civilização é como se Deus dissesse: “Chega, eu não tolero mais!”, e Ele extinguiu Incas, Maias, Astecas, acabou com o império de Roma… Todos tinham traços e características semelhantes à Sodoma e Gomorra.
 E hoje eu estou vendo o governo de Sodoma e Gomorra procurando influenciar todas as nações de uma vez, como que para colocar cada nação debaixo do juízo e da ira de Deus. Você concorda? É evidente! Não importa a cultura, o povo, as vestes desse povo, religião… A influência tem sido igual, e isso me gera um temor.
Diante de todo o discurso do amor, cadê o amor? Como o amor se tornou em violência? Porque é falso!
 Para muitos na igreja, tais coisas têm feito esfriar o nosso amor. No lar: falhas e decepções fazem esfriar o nosso amor. Na igreja: a maledicência, a corrupção, as decepções, pecados que vem à tona… quando começamos a perceber essas coisas e não queremos nos envolver muito para não nos decepcionarmos mais e mais. Na sociedade: qual a cidade que não passa hoje por um processo de corrupção? Níveis de pecados que nos faz pensar sobre a nossa cidade: Será que o Reino de Deus pode ser estabelecido aqui? Talvez a condição das nossas famílias, das nossas igrejas locais, o grupo com quem nos relacionamos… Tudo faz agente questionar… E o amor de muitos (senão muitos, muitos, muitos…) se esfriará.
 
João disse: “Deus é amor!” Se eu entendo isso corretamente, então o amor que Deus procura é o amor que vem dEle e que transforma as nossas vidas. O que Ele procura encontrar em nós é algo que nasce nEle, não somos nós a fonte desse amor. Ele está procurando em nós, seus filhos, um amor semelhante ao amor com que Ele nos ama. Como descobrir esse amor? Como experimenta-lo, como conhecer, ser movido por ele?
 
Estou falando DESSE amor porque estamos vendo ao nosso redor a influência do império das trevas movido por algo que se diz “em nome do amor” e que na verdade não é amor (é influência do império das trevas que vem para roubar, matar e destruir), mas se manifesta falsamente “em nome do amor”.
  
Deus vai procurar amor porque através de nós Ele quer mostrar para o mundo o Seu amor. É através de ti, de mim. Como viver nesse amor?
 
Interessante que na carta aos Efésios, a igreja do Avivamento (At. 19 / Ef. 4), uma  igreja onde se manifestava unidade, onde se manifestava confissão e arrependimento em praça pública, Paulo diz ora para que os irmãos de Éfeso possam conhecer o amor de Deus, para que sejam alicerçados no amor.
 
Coisas tremendas aconteceram na cidade. Por exemplo, Demétrio, presidente do Sindicato dos que faziam ídolos, levantou-se para dizer: “Escuta gente! Nós vamos perder o nosso emprego, porque não tem ninguém mais comprando as imagens, eles estão levando para praça pública e destruindo as imagens”.
 
Para nós que falamos de avivamento, acho que estamos muito aquém ainda. Eu não estou ouvindo os artesãos que fazem imagens reclamando, quando no Brasil os que fazem imagens de toda sorte começarem a reclamar aí eu vou entender que estamos chegando perto do avivamento. Nessa cidade, para se ter uma idéia do nível da influência do Reino de Deus nessa cidade, médiuns de alto nível traziam os seus livros e apetrechos para praça pública e queimavam coisas que eles haviam adquirido com milhões de reais em nossos dias, na verdade mais de 130 anos de salário foram queimados em praça pública. Imaginem cinco médiuns que influenciam nossa nação com seus livros, pois é… imaginem todos os seus livros queimados em praça pública. Esses médiuns traziam seus livros e imagens para queimar em praça pública e diziam: “Tudo isso é mentira!”. Creio que nós estamos aquém ainda.
 Para essa igreja Paulo escreve e ele cita uma oração dele:
 
Por esse motivo, eu me ajoelho diante do Pai, de quem todas as famílias no céu e na terra recebem o seu verdadeiro nome. E peço a Deus que, da riqueza da sua glória, ele, por meio do seu Espírito, dê a vocês poder para serem fortalecidos. Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês. E oro para que tenham alicerces no amor, para que possam compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. E conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda plenitude de Deus.” (Ef 3.14-19)
 
Isso é capítulo 3 (3:14-19), quem conhece o capítulo 4 verso 11? Qual é o alvo de Deus em levantar Apóstolos, Profetas, Evangelistas e Pastores e Mestres? Para que possamos dizer: “Eu sou Apóstolo!”? “Eu sigo o Apóstolo!”? Temos Apóstolos em Nossa igreja!”? “Temos Profetas!”? “Temos Pastores!”? Não! Tudo isso visa aperfeiçoar os santos, até que cheguemos à Medida da Estatura da Plenitude de Cristo. Observe o versículo 19… “Conhecer o amor de Cristo que excede todo entendimento para que sejais tomados de toda plenitude de Deus.
 
Entenda algo que temos ouvido do Senhor nesses dias. Eu creio em um derramar do Espírito Santo para a nação brasileira – Inédito – Um derramar do Espírito Santo que deixará muitos espantados. Muitos que não são conhecidos por ninguém, não são renomados, não são “pastores” ou “apóstolos”, estarão levantando os mortos, curando os cegos, orando e fazendo com que andem os aleijados. Falarão sobre o Reino de Deus e o episódio de Éfeso 19 irá acontecer novamente, falarão em churrascos da família, orarão e a presença de Deus será tão forte que começará uma onda de reconciliação e confissão de pecados, simplesmente por causa da presença de Deus. Eu creio nisto! Deus tem falado e confirmado com muitos sinais.
 
Mas eu creio também que isso visa liberar sobre nós a plenitude de Cristo. O que você faria hoje com a unção igual a de Jesus e o caráter que você tem? É muito sério isso. A Palavra diz que Jesus aprendeu a obediência por causa das coisas que sofreu durante trinta anos antes que Deus liberasse sobre Ele toda a autoridade e o poder para fazer as coisas que Ele fazia. Observe em nossos dias o que é que se faz com a unção, o que é que se faz com o mover do Espírito Santo, e estou falando do mover genuíno do Espírito, não de um falso mover. Eu pergunto, há algum mover de Deus que não visa produzir o amor de Deus em nós e uma unção que não visa nos santificar para gerar em nós o caráter de Jesus? Eu tenho experimentado, não tanto como muitos outros, mas algumas manifestações do Espírito Santo. Mas eu sinto que agora Deus está gerando em nós um gemido: “Cadê Senhor aquelas manifestações?”. E Ele diz: “Cadê o amor que as manifestações deveriam gerar?”. Porque para sermos tomados pela plenitude de Deus precisamos conhecer o Seu amor de uma forma muito mais profunda do que estamos conhecendo.
 
Eu creio que Deus está querendo liberar autoridade e poder sobre nós, Sua presença sobre nós, como Ele fez com Jesus. Mas eu preciso olhar para mim primeiro e reconhecer que, se Ele fizesse igual comigo, eu não sei se eu seria íntegro como Jesus foi íntegro, não vendendo a unção, não me enriquecendo com a unção.
 
Falamos em Mega igrejas, mas Jesus só tinha cento e vinte reunidos crendo em Sua Palavra quando Ele ascendeu, somente cento e vinte continuaram esperando a promessa. Então teríamos que observar e dizer que Jesus tinha apenas uma igrejinha de 120 membros. Se fôssemos medir assim. Mas a influência de Jesus tem tocado milhões de vidas e, até hoje, está edificando uma Casa Espiritual, não apenas uma congregação.
 
Para sermos tomados de toda a plenitude de Deus temos que conhecer o amor do Senhor e esse conhecimento vem por revelação do Espírito Santo que habita em nós. Não tem como ler à respeito disso e dizer que conhece o amor de Deus, é por revelação que o conhecemos. E para fazermos as obras que Jesus fazia precisamos que o Espírito Santo revele o amor de Deus em nós.
 
I Pedro 4.8
“Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobre uma multidão de pecados.”
 
Deus está falando aqui, através de Pedro, que, para conhecer o amor de Deus, temos que medir o pecado que o amor cobre. Lembra-se de Efésios? Paulo orava para que a igreja conhecesse a largura, o cumprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo. Como você vai conhecer esse amor sem medir o pecado que o amor cobre?
 
Para conhecermos o tamanho do amor de Deus é dado a nós o Espírito Santo que nos convence de todo pecado. A fim de nos mostrar o tamanho do amor de Deus, não apenas para sentirmos remorso, mas sentir a tristeza segundo o coração de Deus, mostrando isso, nos revela que o amor é maior ainda, pois o amor de Deus do cobre uma multidão de pecados.
 
Em Isaías 53 diz que “Ele levou sobre Si a nossa iniquidade”. Não tem como gerar em nossos corações um amor a Deus sem conhecer o tamanho do nosso pecado. Não tem como conhecer o amor de Deus sem tratar a questão do pecado. Parece que em nossos dias esse tema é jogado de escanteio, não queremos muito falar sobre isso, não queremos tratar.
 
Eu creio que muitos moveres do Espírito Santo param, emperram, bem na hora em que as pessoas não querem mais tratar o pecado que o Espírito Santo está mostrando. Talvez o que ontem era um “pecadinho” sem importância, mas hoje é o pecado que o Espírito Santo está querendo tratar. Não vêm que, não tratando esse pecado, deixa de buscar da plenitude de Cristo, deixa de se preparar para receber o que Deus está querendo derramar sobre a igreja, receber o que até aquele momento era só o começo.
 
Jesus tomou sobre Si, se fez pecado por nós… para compreender esse amor o Senhor nos leva em um processo em que Ele revela tudo o que está em nós, tudo. Estamos em uma jornada, em um processo.
 
(Filipenses 2:12,13) – “De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”
 
Estamos em um processo onde estamos desenvolvendo a nossa salvação. Um dia tomamos uma decisão de receber a Jesus como único e pessoal Salvador e Senhor. O que acontece é que ficamos com aquele dia como marco, mas nossa vida prossegue e nós ainda ficamos naquele dia e não progredimos, não desenvolvemos a nossa salvação com temor e tremor.
 
Eu creio que a primeira área que Deus está querendo tratar conosco em relação ao amor que se esfriou é que não tem como amar a Deus se não vamos tratar o pecado que Ele revela. Não podemos dizer que O amamos sem tratarmos o pecado que Ele nos mostra, seja qual for. Não podemos dizer que O amamos sem produzir frutos de arrependimento.
 
Há um versículo em Lucas 7 que me chama muito a atenção, em meio a palavra de Jesus. É aquela parte em que ele está falando sobre devedores:
 
“Um deve 50 e o outro deve 500 e não tendo com que o pagar o credor perdoou a ambos. Jesus então perguntou à Simão: ‘Qual dos devedores amará mais ao seu Senhor, uma vez que o credor perdoou a ambos?’
 
Você sabe a resposta de Simão? Exatamente. Aquele a quem se perdoou mais, ou seja, o que devia 500. Entenda uma coisa aqui. Deus está tratando com Simão, que tem uma grande revelação à respeito do Senhor e de Sua grandeza, na frente de uma mulher “pecadora”, provavelmente uma adúltera, senão uma prostituta, ela é quem deve 500 e Simão, o fariseu, conhecedor da lei, do Senhor e dos seus estatutos é quem deve só 50. Até esse momento Simão está olhando para a mulher e dizendo:
 
“Veja só o tanto que ela deve…”
Mas a mulher não está ali olhando para Simão pra dizer:
“Ah eu sou ruim, olha só o tanto que eu devo, tanto, tanto… ahhhh!”
Não, ela está olhando Jesus, o foco está nEle e não em Simão. Simão está olhando pra ela e pensando:
“Eu só devo 50, eu estou bem…”
 
Simão não está percebendo que devendo menos ele deve mais, porque nem os seus 50 ele tratou com o Senhor. Ela tratou os seus 500 e recebeu perdão de todos os seus 500. Por isso Jesus olhou pra ela e disse: “Vai em Paz, a tua fé te salvou”. Ele não ouviu devendo só 50. Por que isso? Nós devemos tomar cuidado com o mesmo espírito que tomou conta da vida de Simão, se não cuidarmos, especialmente aqueles que andam no mover do Espírito Santo, especialmente aqueles que têm experimentado algo especial, de repente nos tornamos como Simão, olhando pro nosso próximo e dizendo: “Eu não devo tanto quanto ele” e de repente nos tornamos devedores maiores porque deixamos de tratar o que Deus está revelando hoje.
 
Estamos em um processo. É claro que hoje Deus não vai tratar comigo sobre o que chamaríamos de “pecadão” porque eu não ando nesses pecados o que Ele trata comigo,e Ele está tratando, é em nível de coração, de atitudes. Se Ele ainda tem que tratar conosco em nível de adultério, de roubo, de mentiras, cobiça, quanto à essas coisas ninguém discute, são pecados terríveis, se é que existe pecado menos terrível que outros, o que não tem, pois todo pecado levou Jesus à cruz. E é justamente isso que o Espírito Santo está tratando conosco como igreja, Ele começou uma revelação em nossas vidas, começou a tratar conosco no nível de pecados habituais, momentos em que Ele mostra o quão duro está o meu coração.
 
E ao passar dos anos, será que não endureceu novamente nossos corações? Clamamos pelo Reino. Sabemos cantar, sabemos pular, balançar bandeiras e estandartes, fazer toda sorte de adoração extravagante por fora, mas o Senhor está olhando os nossos corações hoje e perguntando: “Cadê o amor?”. Ele está procurando em nós a atitude daquela mulher. Adoração Extravagante passa por arrependimento extravagante, passa por uma humilhação. Se humilhando ao nosso Senhor e diante do nosso próximo, porque ela não procurou um confessionário para falar a sós com Jesus, ela tratou diante dos outros.
 
Ao produzir frutos de arrependimento o Espírito Santo gera o amor por Deus em nossos corações. Jesus fez a pergunta a Simão: “Dois serão perdoados, quem O amará mais?… Aquele a quem mais é perdoado”. É interessante que Jesus vinculou a questão do amor para com o credor ao perdão. Ele está afirmando que quando nós tratamos o pecado em nossas vidas conforme Deus está querendo, há um amor por Deus que o Espírito Santo gera em nós, uma paixão por Deus que o Espírito Santo gera em nós. Algo que vem por revelação, não por informação, leitura ou algo assim, mas algo que acontece quando nós produzimos frutos de arrependimento.
 
Na vida desta mulher foi na hora que ela foi ter com Jesus, se dobrou e começou a chorar e confessar os seus pecados aos pés de Jesus. Eu sei que ela confessou o seu pecado porque Jesus olhou pra ela e disse: “Teus pecados são perdoados” e a condição bíblica pra isso acontecer é “se confessarmos os nossos pecados…” (I Jo 1:9).
 
Podemos citar também os frutos de arrependimento na vida de Zaqueu. Sem pregar palavra alguma Zaqueu se levanta em sua casa na frente de todos que ali estavam como Jesus e outros convidados e disse: “Vou vender tudo o que tenho e dar metade aos pobres”. Com isso ele está confessando um pecado que hoje em dia é muito pouco falado, que ele tinha acumulado bens demais enquanto que Deus gostaria que ele tivesse dado a metade do que ele tinha aos pobres. Sim, podemos ter um acumulo de bens que desagrada o coração de Deus. Segunda confissão: “Tudo o que eu tiver roubado restituirei quatro vezes mais”, daí (vocês lembram da história, não é mesmo?) Jesus olhou para Zaqueu e disse: “Zaqueu, Zaqueu… não faz isso não, sabe aquele moço distinto ali? Ele é Judas, o nosso tesoureiro, é só você fazer um chequinho na metade do valor que você daria aos pobres e dá para ele que nós te abençoaremos, a você, sua casa e seus negócios.” Foi assim que Jesus respondeu? O que Ele disse na ocasião? “Hoje é chegada Salvação à essa casa”. O que significa que “ontem” Zaqueu ainda não era salvo, mas quando produziu frutos de arrependimento, ele passou a experimentar a salvação, a revelação do amor de Deus na vida dele, tal qual a mulher de Lucas 7.
 
Amados, precisamos produzir frutos de arrependimento. O pecado que Deus está tratando conosco em nossos dias, espero que não seja o mesmo que ele tratava a dois, cinco ou dez anos atrás. Devemos passar por um processo onde, ao produzir frutos de arrependimento, confessando os nossos pecados ao Senhor e, conforme Tiago: “confessai os vossos pecados uns aos outros”, confessando os nossos pecados para a pessoa contra qual eu pequei, é ridículo pensar que eu vou confessar com o ‘João’ enquanto eu pequei contra o ‘Zé’. Eu preciso pedir perdão para a pessoa contra quem eu pequei. Falo sobre isso porque sei que esse ponto é importante para gerar em nós paixão por Deus e por Seu Reino.
 
Podemos falar sobre o amor para com a igreja e o amor para com os que ainda não se encontraram em Cristo Jesus, mas o amor a Deus é o primeiro. Com todo o nosso coração, nossa força… Para fazer isso temos que começar esse processo de arrependimento. É interessante observar que a palavra de João (I Jo 1:9) foi escrita para a igreja e não para pessoas do mundo. Quanto mais entendo o contexto em queos escritores da Palavra de Deus estavam escrevendo, mais eu entendo que esse processo exige arrependimento contínuo e exige produzir frutos de arrependimento continuamente.
 
Não estou falando de ficarmos “fuçando”, estou falando de corresponder com o Espírito Santo. Quando o Espírito Santo diz:
 
  • “Você não está amando o seu filho como Deus quer
  • Essa palavra que você deu para seu filho não proveio de Deus
  • Esse olhar que você deu para sua esposa não veio do Senhor
  • Essa careta de raiva, de ódio, mesmo sem palavras, foi produzida pelo pecado”.
 Produzir frutos de arrependimento gera em nós um amor pelo Senhor. Porque começa a medir o tamanho do pecado que o seu amor cobre. E buscando então esse fruto, no Espírito Santo, Ele começa a revelar em nós o amor e a misericórdia do Senhor, então começa a ser gerado em nós alguns sentimentos.
 
 Em Isaías tem uma expressão que me choca: “Agradou a Deus moê-lo, fazendo-o enfermar”, que amor é esse que fez Jesus aceitar ser moído e sofrer todas as enfermidades fisicamente naquela cruz. Entendo aqui que, qualquer enfermidade que você puder pensar, Jesus não somente levou sobre si de uma maneira simbólica, a Palavra diz que ele ENFERMOU, com nossas enfermidades. Que amor é esse? Que amo é esse?
 
Somente quando prosseguimos nesse processo de arrependimento e santificação (desenvolvei a vossa salvação) é que amor é gerado em nossos corações, e esse amor se torna o combustível pra nossa vida cristã. Não sei quanto a você, mas eu acho muito chato e difícil viver por dever, porém é fácil viver por amor. Quando eu estou amando Jesus é fácil falar dele, ministrar no seu nome e fazer qualquer coisa que Ele quiser de mim. Mas como esse amor é gerado? No arrependimento.
 
Para conhecer esse amor, precisamos tratar todo o pecado que Ele está mostrando. Queremos avivamento? Então não podemos empacar no processo. Eu ouço nessa frase ‘cadê o amor’ o Senhor falando conosco: “Cadê o amor por mim, em tratar o pecado que eu te mostrei?”. No momento em que ‘empacamos’ desprezamos o amor de Deus revelado na cruz. Por isso o Senhor está perguntando cadê o amor? Cadê o amor por mim?
 
Podemos expressar esse amor de várias formas, mas principalmente correspondendo com o amor revelado na cruz.
 
O que o Espírito Santo está falando contigo? O que Ele está tratando contigo? Eu tenho certeza que o Espírito Santo está falando algumas coisas que Ele vem tratando nas últimas semanas, ou meses, e nós temos “empacado”.
Eu falo sobre avivamento porque associo avivamento com a vinda do Reino de Deus. Toda vez que eu li sobre avivamento percebi uma característica em comum entre todos. Arrependimento. Nem todos tem sinais de pessoas caindo ou grandes manifestações de cura, maravilhas, pó de ouro, óleo aparecendo nas mãos… E não estou falando que eu não acredito nestas coisas, temos visto isso, e louvo a Deus por tudo isso, mas o que estou dizendo é que tudo isso deve gerar em nossos corações um temor (“desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor”), o desejo de tratar o pecado, todo o pecado que o Espírito estiver querendo tratar em nossas vidas no dia de hoje.
Nada fica oculto aos olhos de Deus, a Palavra diz que Ele trará tudo à luz. O interessante é que podemos fazer isso de duas formas: Ou ficamos calados, como Davi em certa ocasião e a mão do Senhor pesará sobre nós; ou podemos trazer à luz e tratar e alegria do Senhor será restaurada e o amor a Deus será gerado em nós, e assim não teremos que gastar tempo e energia escondendo. A marca de todos os avivamentos é que não suportavam mais esconder seus pecados, não agüentavam conviver com algo escondido.Não sei o que Deus está tratando com você. Não pensemos nós pastores que estamos isentos, estamos no mesmo processo e Deus cobra mais de nós por termos maior revelação.
 Se Deus está falando em seu coração que você deve se ajoelhar no lugar onde você está, corresponda com o Espírito Santo, pois esse é o momento em que você vai corresponder com aquilo que o Espírito Santo estava falando contigo enquanto você recebia essa palavra. Corresponda ao Espírito. Curve a sua Cabeça e ore:.”
 
 OREMOS PARA QUE O ESPÍRITO GERE EM NÓS FRUTOS DE ARREPENDIMENTO